A Veterinária não é só isso...

Essa semana uma série de colegas postou a seguinte mensagem em seus perfis do Facebook, o que me deixou um tanto triste:

"Eu nunca vi um pediatra pegando uma criança na rua pra levar pra casa, um geriatra adotando um idoso de um abrigo, um engenheiro construindo casa pra sem teto, um advogado tirando alguém da cadeia só porque é gente boa, um dentista dando prótese a quem não tem dente, dono de mercado dando cesta básica a quem passa fome... Nenhum profissional de saúde dá olhadinha em porta de consultório ou no meio da rua. Nenhum médico que se preze dá consulta e receita remédios pelo telefone. E todo mundo faz juramento! Fico pensando por que as pessoas acham que o veterinário tem obrigação de adotar animais e dar consultas de graça!!! Se vc concorda, clica em curtir e publique em seu mural!!"


Em resposta a essa infeliz postagem, escrevo seguinte:


A Medicina Veterinária vai muito além de fazer um trabalho e receber por ele. Se eu quisesse me comparar a um médico humano ou qualquer outro profissional desse tipo, com toda certeza não estaria fazendo Medicina Veterinária. Quem vai pagar por um procedimento em uma coruja encontrada nos fundos de uma casa com a asa quebrada? Ou quem será o responsável pelos cuidados de uma serpente atropelada? Deixarei um cão de rua morrer pelo simples fato dele não ter um dono que possa pagar?

Nem tudo se resume a dinheiro caros colegas, não na Medicina Veterinária.

Não estou pregando que adotemos todos os cães de rua ou coisa parecida, mas está ao nosso alcance prestar socorro em algumas situações, e ficarmos gratos por ajudar na reabilitação de mais um animal, e não por ver a cor do dinheiro em nossas mãos.

Não é questão de obrigação, é questão de amor a profissão e aos animais que são o motivo da mesma! 

...


“O tempo cura até as feridas mais profundas.” – Isso estaria totalmente correto, não fosse por algumas feridas causarem infecções recorrentes, onde os agentes ficam encapsulados, guardados, escondidos nas entranhas, apenas esperando o momento mais propício para se desenvolverem e tomarem conta daquele pobre corpo enfermo.

É assim na medicina, e é assim nos relacionamentos mal resolvidos.

Deixar coisas subentendidas ou nas entrelinhas é como não limpar bem uma ferida e ter a certeza de que aquela infecção retornará com mais força e fará mais estragos.

O começo de tudo!

... Mas pra se entender direitinho a história da doidice desse tempo, há que se começar do começo, bilhões de anos atrás, quando o mundo foi criado. Tudo era uma seca só!
Não tinha terra, não tinha céu, não tinha bicho, num tinha gente, num tinha nada. Era só o breu.
Ai, deus foi ficando meio enjoado e decidiu criar o mundo.
Ele pensou assim “Vê que besteira minha. Porque é que há de ficar tudo sem nada se eu posso inventar o que eu quiser?” E saiu inventando...
Primeiro deus inventou o tempo, que era pra ter tempo de inventar o resto. Em seguida inventou o céu, que era pra ter onde morar, e como o céu tinha que ficar em cima de alguma coisa, ele inventou a terra pra botar por debaixo. Ai deus pensou “A terra vai ficar assim, só com o céu em cima e sem nada por debaixo não, é?” Ai ele pegou o inferno e botou debaixo da terra.
No começo, a terra só servia pra isso, pra ficar embaixo do céu e em cima do inferno. Foi quando deus disse “Oxente, já que tem a terra eu tenho que botar gente pra morar lá.” E foi assim que ele criou a vida. E no que ele criou a vida já criou a morte junto, pois tudo que é vivo morre.
“Dano-se”, deus pensou na hora, “Se tudo que é vivo tem nariz, boca, orelha e olho, tem que ter uma serventia pra isso tudo”.
Os olhos e o nariz já tinham as deles. Os olhos eram pra olha pro céu e o nariz era pra pessoa respirar enquanto viva, pra parar de respirar pra poder morrer em paz.
Mas carecia arranjar uma utilidade pra boca e pras orelhas. Então foi por isso que deus fez o verbo.
O verbo era como deus chamava as palavras. E deus haja inventar palavra.
Montanha. Rio. Riacho. Elefante. Jumento. Capim. Abacate. Saputi. Laranja. Cravo.
... Mas como pra cada palavra tinha que ter uma coisa, deus teve que inventar um monte de coisa, pra ficar uma coisa pra cada palavra. E os homens ainda acharam pouco e se botaram a inventar mais coisa ainda.
Prego. Parafuso. Mungunzá. Picolé. Quadro. Caneta...
Desde o começo do mundo até esse tempo, muita palavra se inventou, muita coisa aconteceu, muito tempo teve que passar até chegar o dia do nosso tempo...




(A máquina - O amor é o combustível)

Você pode ir na Janela



Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta

Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim

Mas se vai

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer

E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei

Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo

Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei


Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim

Saudade(s) ...

Ontem eu senti saudade!

Espera: Saudade ou Saudades? No final não importa, o que eu senti foi falta!
Mas porque ontem? Mas porque falta?
Não é que eu não sinta saudade(s) em outros momentos, visto que é o que sinto, o que aocntece é que ela fica guardada, escondida, injuriado com minha pessoa, que tenta mostrar-se firme, forte feito pedra.
Só que algumas vezes essa saudade é tanta que ultrapassa os muros do meu ser, e me desmonta, desarma, desmantela minhas defesas até me amolecer.
Minha saudade quer ser vista, e principalmente sentida.
Ontem foi assim, o que se via era apenas um pedaço de mim, o resto era saudade.

Saudade(s) de que?

Sinto saudade(s) de quase tudo que já fez e faz parte de mim. Sinto falta de quem esteve comigo há seis anos e de quem acabou de se despedir de mim. Sinto falto de tudo que fica pra trás após cada passo.

Cada pessoa, cada olhar.. cada habilidade descoberta e exercitada...

Como diria um 'aspira' amigo meu: paisano carente!
Digo: Sou sim! Ou melhor: Estou sim!

Pra quem não sabe, eu tenho namorada! Uma daquelas bem bonitas, simpáticas e inteligentes... um modelo raro de se encontrar hoje em dia!
Dia desses nós completamos nove meses de namoro, mas infelizmente eu não pude estar com ela. Por conta disso essa euforia de saudades tomando conta de mim.

Sinto falta, senti falta / saudade / tudo isso e mais um pouco.

E esse texto é sobre isso. A falta que nos faz...

(A falta que você me faz.)

Afinação acontece.



"Pela janela do quarto vejo o tempo passar...
cada segundo se esvai sem muitas mudanças...
o sol, o vento.. cada componente se tornando um...
cada um se tornando o todo..."

...

Uma experimentação fotográfica e musical!

443 fotografias.
Violão com afinação modificada.
Uma tarde de ócio produtivo!

...

Henrique Nogueira - Fotografias, música e edição.