Pedacinho de céu.

Pedacinho de céu caído na grama... Um azul profundo, cheio de nuvens. Era um céu nublado, chuvoso, choroso...
Alaga o gramado com tanta água... Ou seriam lágrimas?
Não desaba, pois já está no chão, apenas esvai-se... Perde todo o seu conteúdo. Água e sais. Sim, são lágrimas.

Eu fico ali, parado, observando. Apenas espero enquanto o pequeno pedaço de céu retoma a cor, um azul claro, e volta ao seu lugar. Sem nuvens... Sem lágrimas... Apenas céu... Apenas seu... Apenas seu céu azul e limpo.


(C. Henrique de O. Nogueira)

Flickr!

Apenas o Fim


"- .. Eu-não-assistiria.
- Ah.. porque?
- Não sei...
- Seria um jeito de você lembrar de mim pra sempre!
- .. eu não preciso de lembretes se você nunca sai de perto...
- .. mas eu posso sair um dia..."


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Hoje vamos falar de filme, e o escolhido da vez é "Apenas o Fim". Filme de 2008, totalmente feito por universitários da PUC-Rio.

Foi meio por acaso que encontrei esse filme enquanto vagava pela internet procurando dicas de filmes para o feriadão. Achei o título interessante, e como eu tava mesmo querendo ver alguma coisa nacional.. arrisquei.

E digo: Não me arrependi!

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Adriana (Érika Mader) é uma estudante universitária que cansa de sua vida e quer simplesmente ir embora. Mas, antes disso, ela deve terminar seu namoro com o também estudante Antonio (Gregório Duviver), e ambos têm uma hora para conversar. A grande sacada desse filme está na linha de diálogo entre os personagens, repleto de excelentes tiradas e inúmeras referências à cultura pop.

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PS: Se por acaso você for fã de "The Big Bang Theory"... assista!

Frágil, fútil e desconcertado.

O que eu sinto quando estou cara a cara com um animal selvagem é quase que inexplicável, um sentimento que transcende os meus medos e anseios.
Sinto-me frágil diante de toda imponência de alguns, fútil diante de toda a aparente tranqüilidade de outros, e desconcertado ao perceber que temos tanto deles em nós, e eles têm tão pouco de nós dentro de si.
Hoje sei por que escolhi seguir essa carreira... Não pelos rótulos, não pelo ‘status’... E sim para devolver ao mundo um pouco de tudo que ele já me deu.
O meu curso, a minha formação... Isso tudo são apenas ferramentas, caminhos.
Para os animais nada disso importa.
Somos todos iguais, ínfimos, frágeis criaturas presas a uma sociedade minguante.

(C. Henrique de O. Nogueira)

O pálido ponto azul

Por várias vezes eu tentei escrever alguma coisa hoje... visto que não sairia nada produtivo dessa minha cabeça, parei pra lembrar de alguns videos que eu havia postado em 2008, e "O Pálido ponto azul" era um deles.

Vídeo bastante interessante, que faz valer a pena cada segundo!

Assistam e aproveitem!



"As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são raptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algum lugar para nos salvar de nós próprios."

Estático apático.

Tornar-me-ei parte daquilo que sempre busquei. Um rosto pálido retratado em papel fotográfico, revelado em preto e branco, branco e preto... Tons de cinza.

Cada pixel refletindo a indiferença apática daquela tela. Um quadro estático jogando em um canto... Um canto apático beirando a loucura.


(C. Henrique de O. Nogueira)

Escolhas... escolhas...

Escolha uma faculdade pública. Escolha cuidadosamente um bar e uma república. Escolha viver com cervejas baratas, comida instantânea e suco de saquinho. Escolha cheirar as roupas pra saber se elas estão usáveis. Escolha estudar madrugadas inteiras com os amigos. Escolha não estar em casa para ouvir reclamações da imobiliária. Escolha morar longe dos pais. Escolha se apegar as pessoas mais próximas. Escolha infinitas festas em casas de desconhecidos. Escolha pelo menos uma vez cair de sono em aulas e seminários. Escolha freqüentar aulas estando bêbado. Escolha ligar pedindo dinheiro para os pais. Escolha não ser reprovado em bioética e biossegurança. Escolha fazer todas as coisas que seus pais disseram para não fazer ou escolha seguir os seus conselhos. Escolha amigos para sempre. Escolha voltar às 11h da noite para checar o freezer do laboratório. Escolha dedicar-se. Escolha sempre ser o melhor. Escolha as noites mais baratas que você já teve. Escolha rachar no refrigerante. Escolha começar o fim de semana dois dias antes. Escolha dormir em qualquer lugar. Escolha minuciosamente a empresa de ônibus que cruzará o Rio de janeiro (ou o país) para te levar para casa. Escolha uma vida de sacrifício. Escolha não endurecer. Escolha um novo amor para substituir o que deixou em casa. Escolha aumentar seu nível de tolerância ao álcool. Escolha a melhor fase da sua vida. Escolha tudo ou quase nada. Escolha seu futuro. Escolha ser UNIVERSITÁRIO. Escolha a melhor estadual do país. Escolha levar a vida com estilo. Escolha a Veterinária da UENF.

Amigo - Latuya

Não consigo ficar calado
Quando encontro-me ao seu lado
Verborragicamente falo
Angustiado a essa altura
A lua instiga a loucura
Impiedosa como uma droga
Inconscientemente pergunto
Lo que sientes por mi
Então você se cala
Parecendo não saber
Seu silêncio
Um buraco profundo
E meu mundo
Eu vejo desabar
Quando finalmente me diz
Que de mim você só quer um amigo
Mais eu não quero ser seu amigo
Solamente um amigo
Isso pra mim é castigo
Pra mim é castigo

10 Coisas para (NÃO) se fazer no cyber café!

Velhos refrões, amantes sinceros.

Rotina, planejamento, expectativas. Todas essas coisas limitam você! Por mais que em alguns casos alguma delas seja importante, elas o limitam.

O sujeito está em um lugar em que ele nunca foi, com pessoas que ele nunca viu, fazendo uma coisa que ele nunca fez... Assustado, ele faz algumas tentativas de se enturmar, porém fica notável a diferença daquele ser... Perdido, distraído, deslocado.

De repente ele escuta o seu nome. Alguém grita por ele, ao fundo, discretamente... Após algumas insistentes repetições da cena, ele finalmente reconhece alguém, um grupo de ‘amigas’, igualmente perdidas, deslocadas, mas bastante atentas.

Ok, intervalo então!

O garoto desce do seu ‘palco’, caminha com dificuldade através de um emaranhado de longos cabelos e capas escuras, botas de exército e pulseiras de couro, até finalmente chegar à fonte daquele chamado.

Surpresa, seu coração para, ele se mantém estático por alguns segundos, mas logo retoma os sentidos. “Ah meu deus!”, pensa o garoto, e ele a abraça sem mais delongas.

Era ela! (ELA) ... A violinista de cabelos encaracolados, a garota pela qual ele tinha uma queda imensa, chegando a beirar um abismo.

Não adiantava tentar esconder, aquilo havia o deixado abalado, pois em pouco tempo a garota se foi, e ele teve de voltar pro ‘palco’...

A cabeça estava a mil, ainda era ‘difícil de se entender’... Não houve tempo nem para uma breve conversa... E agora ele tinha que se concentrar de novo, voltar a representar, se enturmar, parecer semelhante dentre tantos diferentes. Foi três vezes mais difícil.

“Velhas paixões são como ‘velhos refrões’ que ecoam em nossa mente e nos fazem querer cantar.”

(C. Henrique de O. Nogueira)


Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations

Hold you in my Arms
I just wanted to hold
You in my arms

(Starlight – Muse)

Um centésimo de segundo

"Um centésimo de segundo" (One hundredth of a second) é um filme sobre uma fotógrafo de guerra que enfrenta o dilema final da sua profissão. Ela é forçada a se perguntar: se uma pessoa está em perigo mortal, você continuaria fazendo o seu trabalho (fotografando) ou se envolveria para ajudar?

O filme é um lembrete do horror por trás das imagens de guerra que enfrentamos na mídia todos os dias.


"Uma pessoa se torna tão imune a elas, e ainda por trás delas é algo real e verdadeiro, terrível e desumano".


Top 25

Quem me conhece sabe que eu sou viciado em música! Não consigo viver muito tempo sem estar ouvindo ou fazendo música... pois bem...


Tenho vários 'gigas' de músicas no meu computador.. e até hoje não consegui ouvir todas.

Uma coisa que eu faço pra amenizar esse problema é colocar o tocador no modo 'randômico', e sempre acabo me surpreendendo com as coisas que eu tinha e não sabia!

Por conta disso, resolvi ativar o 'contador' do media player e ver quais as foram as músicas mais tocadas nas últimas semanas.

São elas:

01 - Telegrama (Zeca Baleiro)
02 - Difícil de se entender (Evolução da Espécie)
03 - Só pra So (Nando Reis e Os Infernais)
04 - Sei lá (Rafael Barros)
05 - O Herói, O Marginal (Mallu Magalhães)
06 - Bela Flor (Maria Gadú)
07 - Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme (Ápodos)
08 - Amor de Redenção (Orlando)
09 - Here Comes Your Man (Pixies)
10 - Passarinho (Tiê)
11 - Você me faz Continuar (Cachorro Grande)
12 - Magrela Fever (Curumin)
13 - Mergulha e Voa (Móveis Coloniais de Acajú)
14 - Cara a Cara (Superbox)
15 - You Belong to Me (Carla Bruni)
16 - How to Hang a Warhol (Little Joy)
17 - O Jardim do Silêncio (Paulinho Moska)
18 - Quando se Lembrar de Mim (Roberta Campos)
19 - Glória (Violins)
20 - Strawberry Swing (Coldplay)
21 - Come Back (Copacabana Club)
22 - Automático (Fábio Góes)
23 - Passeando (Marcelo Camelo)
24 - O Mais Vendido (Mombojó)
25 - A mão e o coração (Aerocirco)

...

É isso... até que a playlist não é das piores!

Nem fé, nem Santo - Mallu Magalhães

Eu 'tô assim sem fogo
Não quero jogo
nem competição
que o tempo aqui é cego
Não vou ser prego
da televisão

Eu 'tô sem fé nem santo
e peço tanto que me deixem em paz
Que o hoje em dia é quieto
Já quis ser reto
eu não quero mais

Vou caminhando,
vou ver o sol se pôr
eu vou na calmaria
até onde eu não queria
e vou andando
vou vendo o sol e a cor
já canso de apagar
imploro pra poder voar

Caí assim sem vontade
pela metade
eu vivo a esperar
Meu coração tá manso
eu só descanso
e espero passar.